Intensificador de Sonhos
Interlúdio . Marcela Cavalheri
domingo, 7 de abril de 2013
É claro que parece fácil.
Parece fácil quando eu estou no meio de um monte de gente em uma estação de metrô.
Fácil quando me contam ou quando leio algo sobre a vida de alguém e o que eu estou passando
parece menos do que o que o mundo passa.
Parece tão fácil saírem da sua boca as palavras "Vai passar."
Incrível a sua capacidade de me dizer que vou ficar bem.
Uma atitude tão hipócrita ao ponto de você também amar alguém como te amo e ouvir dessa pessoa que vai passar.
"Vai passar."
Até quando as pessoas vão conseguir olhar no olho de outra que está machucada
e dizer a ela que vai ficar tudo bem, se com ela mesma não tá tudo bem?
Eu não sei por onde começar, como lidar, onde terminar.
Só sei que não, você não vai ficar bem.
E eu não vou.
O fato de viver a cada dia nos mata mais.
Então pra quê?
sábado, 16 de março de 2013
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Do alto do palco, intocável.
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Parece um objetivo que por mais que tente ser alcançado por mim não tem a menor pretensão de ser.
Parece algo de outro mundo.
Eu estico minhas mãos o máximo que posso, eu estico mais que o máximo.
Ele olha pra mim, eu olho pra ele. Mas não há maneira de conseguir chegar até lá.
Como se sua vida estivesse na sua frente e ao mesmo tempo tão longe de você.
Música.Ele faz. Ele faz música. Música encantadora, música que faz meu coração disparar. Cada acorde uma lágrima, cada solo de guitarra um grito constante e interminável. Sem variação de tom. Agudo e querendo dizer "Eu Te Amo".
O que parecia impossível a 8 anos atrás pra mim, agora está NA MINHA FRENTE!______________________________________________________
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Assim respiro.
O meu nome é Marcela e isso vocês sabem.
Mas eu tô sentindo necessidade de falar um pouco de mim. Sei lá !
Sabe, se eu não me chamasse Marcela, eu ia me chamar Fabíola. Se eu nascesse menino, ia me chamar Alfredo.
Ainda bem que eu nasci flor e não galho, não é verdade ?
Eu morro de medo de Ariranha, mesmo sem ter visto uma, acreditam?
É que desde criança eu sonho que estou subindo uma escada no meu quintal (daquelas escadas caracol) e várias ariranhas estão subindo atrás de mim tentando morder o meu pé e me puxar. Só que enquanto subo estou tão preocupada olhando meus pés que quando olho pra cima tem uma ariranha a 1 cm do meu rosto que vai avançar na minha cabeça. Esse sonho se repete idêntico e realista no meu subconsciente desde meus 4 anos e já deve ter se repetido em torno de umas quase 8 vezes.
Quando subo as escadas do quintal sinto medo. Evito olhar pra baixo por que é assim que o sonho começa.
Ele só vai parar de existir quando enfrentá-lo e não consigo.
Eu calçava 36 e pesava 48 kg a 1 mês atrás. Agora calço 37 e peso 54. Como lido?
Eu só como lanche e besteira desde criança. Posso contar as vezes que comi arroz, feijão e esse tipo de comida.
SALADA? NUNCA. NEM PENSAR. Frutas? Frutas até que sim. As vermelhas. Se acompanhadas de chocolate em um belo espetinho de festa junina melhor ainda.
Vou pro medida certa que tal? Se quiserem me tirar toda a comida que existe podem me tirar. Só não me tirem a coca cola?
Ah, eu sempre tive vergonha de usar biquini desde pequenininha.
E acreditam que eu sempre quis entrar no Big Brother ? EU TO FALANDO SÉRIO.
Eu amo meu namorado demais.
E queijo. Todos os tipos de queijo. Queijo é minha vida! CATUPIRY, AI!
Eu ando de skate e gosto de escrever tudo o que penso aleatoriamente. Vocês tão vendo aqui né?
Tenho dois livros escritos salvos em .txt no meu computador. Queria mandar pra uma gráfica mas a preguiça é tanta!
Se eu não fosse fazer Rádio/Tv faria gastronomia pra abrir um restaurante rock no centro de são paulo.
Tá TUDO jogado em um lugar só. Mas gosto de escrever sobre o que penso, o que sonho, o que como.
Eu não sei conversar com as pessoas e a melhor maneira de saberem como me sinto é por aqui.
Eu quero ser locutora de rádio, eu falo demais das coisas que acontecem.
Meu sonho é ser do programa chupim da rádio metropolitana.
Eu não tenho uma religião fixa, sei lá. Tanto faz. Onde me puxarem eu vou, mas não esperem que eu me apegue.
Não esperem que eu me apegue as pessoas também.
Se vocês esperam, eu não me apego. Se me apego , me apego sozinha.
Por último e não menos importante, ser fã de nx zero a 8 anos é o que me faz acordar feliz a cada dia.
O sorriso deles é o meu e não sei explicar.
Me vejo com 50 anos indo atrás deles no mesmo endereço.
Por que tô escrevendo tanta coisa aqui? O que me deu hoje?
Só quero que as horas passem e que eu seja feliz.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Como salvar uma vida
Mais um ano começou e eu mal conseguia perceber isso.
Peguei minha bicicleta e fugi pro lugar mais distante que conseguia imaginar.
Era um lugar mágico. Árvores, flores, pássaros cantando. Um bosque.
"Onde eu estou ?"
Se eu fosse um pouco mais maluca eu acharia que tinha dormido e acordado no corpo de Alice.
Mas ainda não era o país das maravilhas.
"De que vale um momento bom sem ninguém pra dividir?" Sussurrei.
Sentei encostada na árvore mais formosa do bosque e fiquei pensando um pouco.
"Não sei por que, mas não quero sair daqui"
Mas eu te queria aqui.
Tudo apagou. Seria um sonho? E no meio do sonho ficou tudo escuro, um pesadelo?
As árvores que deixavam um caminho estreito para caminhar fizeram ele desaparecer.
Meus olhos encheram de lágrimas e comecei a correr desesperadamente.
Tudo tão assustador! Parecia o fim!
" SOCORRO! Como eu saio daqui ? "
Queria minha bicicleta, mas onde ela havia ido parar ?
"AI!!!!!!!!!"
Tropecei em algo que estava no chão.
Uma mão se estendeu a mim. E era você.
Sabia que nunca me deixaria correr perigo. Por que demorou tanto ?
Tudo ficou escuro denovo.
Você segurava minha mão e dizia: "Amor, tá tudo bem com você?"
"Amor? Tá tudo bem ?"
"Amor? Amor? Tá tudo bem com você?"
Senti como se eu estivesse caindo, e de repente ACORDEI.
"Amor?"
Estava deitada no seu peito e você estava olhando pra mim.
"Meu amor, você teve um pesadelo?"
sábado, 15 de setembro de 2012
Nobodys Home
Eu mesma me assisto cometendo os mesmos erros novamente.
Caminho pela rua e estou fraca. É como se eu tivesse bebido um pouco , e talvez eu o tenha feito.
Tudo meio rápido demais, tudo meio fosco demais. Os carros passam e apenas vejo a luminosidade dos faróis acesos com o céu já escuro mas o horizonte ainda se pondo.
Nada muito nítido, apenas clarões passando a milhão por mim.
O que me fez vir parar a beira dessa rodovia ?
Só existem campos desertos com grama a minha volta , e essa estrada no centro que parece não levar ninguém a lugar nenhum.
Para onde estou indo ?
Eu só lembro do seu rosto desfocado sorrindo pra mim e suas mãos acariciando meu rosto.
Eu te prometia algo sem muita importância, do tipo sobreviver a tudo o que acontecesse de ruim comigo depois da sua partida.
É como se eu assistisse eu mesma caindo no mais profundo poço da vida.
Eu mesma vendo onde tinha chegado dizia em voz baixa e trêmula:
- Ela precisa ir pra casa, mas não há ninguém em casa -
sábado, 18 de agosto de 2012
Paura
Estranho esse meu "dom" de dormir, sonhar e saber durante o sonho que aquilo é só um sonho. Eu planejo tudo nos minimos detalhes dentro desse sonho para tudo sair como eu esperava antes de acordar. Se eu sei que vou acordar BEM NA MELHOR HORA, eu consigo adiantar essa melhor hora , e mudar a sequencia do sonho. Como se eu controlasse isso e visse um relógio de quanto tempo faltava pra eu acordar. Corro todos os riscos, abro mão de qualquer coisa que tenho que abrir, topo tudo, e derrepente falo: Pronto, já quero acordar. E acordo. Eu não sei como, mas toda vez isso acontece.
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