sábado, 15 de setembro de 2012
Nobodys Home
Eu mesma me assisto cometendo os mesmos erros novamente.
Caminho pela rua e estou fraca. É como se eu tivesse bebido um pouco , e talvez eu o tenha feito.
Tudo meio rápido demais, tudo meio fosco demais. Os carros passam e apenas vejo a luminosidade dos faróis acesos com o céu já escuro mas o horizonte ainda se pondo.
Nada muito nítido, apenas clarões passando a milhão por mim.
O que me fez vir parar a beira dessa rodovia ?
Só existem campos desertos com grama a minha volta , e essa estrada no centro que parece não levar ninguém a lugar nenhum.
Para onde estou indo ?
Eu só lembro do seu rosto desfocado sorrindo pra mim e suas mãos acariciando meu rosto.
Eu te prometia algo sem muita importância, do tipo sobreviver a tudo o que acontecesse de ruim comigo depois da sua partida.
É como se eu assistisse eu mesma caindo no mais profundo poço da vida.
Eu mesma vendo onde tinha chegado dizia em voz baixa e trêmula:
- Ela precisa ir pra casa, mas não há ninguém em casa -
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